As pessoas não conseguem adquirir novas maneiras de ganhar dinheiro e de acumular capital pois não param para pensar. A grande maioria da população liga o piloto automático e não pára para analisar tudo que o rodeia, todas as oportunidades e desafios que o cercam. E o trabalho possui grande parte desta culpa, pois é ele quem mais consome nosso tempo e nos faz cair na armadilha da constância. Quando menos percebemos, nossa vida passa a girar em torno de uma monotonia fazendo sempre as mesmas coisas, agindo sempre da mesma maneira.
Meio deprimente, não?
A vida vai criando dificuldades ao longo do caminho, e vamos nos adaptando às realidades que os outros vão inserindo em nosso dia a dia. Um chefe que quer que você chegue mais cedo e saia mais tarde. Metas desafiadoras que o fazem levar trabalho para casa. Gastos com os filhos acima do esperado. E um monte outros etceteras....
Nos condicionamos à estes ciclos, é neste momento que ligamos o automático e paramos de pensar. Desejos como fazer uma academia, jogar um futebolzinho na semana, aprender a tocar violão, passar mais tempo com a família, viajar mais, etc, vão ficando cada dia mais distantes. "Ano que vem eu começo" é uma frase constante.
E este pensamento é o que acaba ocorrendo quando o assunto é dinheiro. "Ah, vou começar a juntar grana tal data" "Assim que acabar essa parcela eu vou começar a guardar" "Vou cortar os cartões de crédito". Com esta ideia podemos começar a classificar a população rotulando-a em cinco grandes grupos. Conseguimos desenvolver um perfil para cada um desses grupos - partindo daquele que pensa no curtíssimo prazo para aquele que olha no longo prazo:
Muito Pobres: Eles pensam no dia. Tudo que importa é quanto vão conseguir receber hoje para poder chegar ao final do dia.
Esse grupo é a galinha. Ela acorda e vai em busca das minhocas na terra, às vezes pode ganhar uns grãos de milho de graça. Comeu? Ótimo, mais um dia de sobrevivência. Não comeu? Vai dormir com fome e esperar o dia de amanhã.
Pobres: Pensam na semana. Trabalham o suficiente para chegar ao fim de semana e poder se divertir com os amigos. (já vi casos onde a pessoa diarista parava de trabalhar no meio da semana pois já tinha conseguido dinheiro suficiente para se sustentar até o final dela).
São as crianças. Elas acordam e podem fazer mais coisas com o seu dia, mas não muito pois não se esforçam a conseguir um algo a mais e sempre dependem de alguém para trilhar o caminho. Elas podem até ter um tempo livre, mas não o usam com sabedoria e acabam só esperando o fim de semana (que não tem escola) para poder brincar com os amiguinhos.
Classe Média: Pensam no mês. A preocupação é se o salário caiu e se ele irá cobrir todas as despesas até cair o próximo. Eles possuem mais conhecimento e consciência do "pensar no futuro", mas ainda de uma maneira insuficiente obrigando-os a participar ativamente o ciclo CASA / TRABALHO.
São os pais (ou os responsáveis pela casa). Eles que colocam a mão na massa para a casa funcionar, que trazem o sustento do mês. Acabam "financiando" as crianças e fornecendo os grãos para a galinha (não todo dia). Eles já tem mais noção do quanto gastar em cada produto, alimento, serviço pois eles que controlam o dinheiro.
Ricos: Pensam em anos. Qual será o total recebido no ano e, deste total, quanto terão guardado. Eles saem daquele mundinho de "chegar ao próximo salário" e analisam o todo, projetando suas despesas, investimentos e receitas numa escala muito maior e muito mais longa.
Eles são o dono da fazenda. Eles proporcionam emprego para os pais trabalharem e produzirem os recursos que a fazenda oferece. O retorno que eles recebem das vendas da produção são muito maiores do que o salário dos pais, mas o risco que eles correm de não conseguirem vender e não receberem nada é proporcional.
Muito Ricos: Pensam em décadas. Eles tentam montar planejamentos para a próxima década, não visam o curto prazo, nunca! É o extremo da outra ponta. Enquanto os muito pobres pensam em sobreviver àquele dia, eles pensam em montar fluxos de caixas constantes para seus netos.
Eles são os donos do vilarejo. Eles que disponibilizam as terras, organizam os processos e colhem frutos de todos os lados. Sua visão é ampla, sua preocupação é com o todo, com o bom funcionamento de todos os aspectos daquela economia.
A grande lição disso tudo para cada um dos envolvidos:
A galinha não tem tempo para pensar pois está preocupada com o sobreviver ao dia;
As crianças possuem algum tipo de preocupação mas não muita pois possuem os pais que pagam a conta;
Os pais pensam um pouco mais longe pois são os provedores que trabalham pacas e sustentam a casa, eles têm a preocupação das contas serem pagas e por isso só focam nisso;
O dono da fazenda é aquele que contrata os funcionários para trabalharem e acabam se preocupando com outras coisas como disponibilizar o equipamento necessário para os funcionários produzirem e gerar recursos para ele;
O dono do vilarejo é quem passa para cobrar o aluguel dos donos de fazenda (a terra é dele arrendada para os fazendeiros). É quem vende a comida e os produtos necessários para as pessoas manterem o dia a dia.
Quem você acha que tem mais tempo disponível para pensar em como ganhar (mais) dinheiro?
Money For Investment






Perfeita a ilustração. Com certeza quem tem mais tempo para pensar em como ganhar mais dinheiro é justamente o mais rico. Taí a explicação para "riqueza atrai riqueza" ou "o de cima sobe e o de baixo desce"...rs.
ResponderExcluirBem lembrado! Já dizia Carla Cristina: "... e o motivo todo mundo já conhece, é que o de cima sobe e o de baixo desce!" rs
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