Acreditem, esta voz está lá. Ela te atormenta dizendo "olha aí, você está velho", "falei que era melhor ter estudado engenharia", "ihh, mais uma empresa pedindo um expert em SQL e você aí só mexendo em umas formulinhas de Excel".
Aí sua própria consciência pensa que este é aquele diabinho dos desenhos animados e você fica se questionando onde está o seu anjinho para contra argumentar este ser maldito das profundezas. E adivinha? Ele não existe! Ou melhor, tirou umas férias longas...
O desespero cresce, a frustração aumenta, a sua postura e o seu comportamento mudam e isso começa a afetar a sua relação interpessoal. Sua família vê que não há como conversar com você, pois agora você é parece uma bomba-relógio prestes a explodir. A vida perde aquela quantidade enorme de cores que você enxergava e passa a ver tudo em tons de cinza, e você não é Christian Grey.
O que fazer?
O melhor caminho é relaxar.
"Se você deixar a corda do violão muito frouxa, não sairá som. Porém se esticá-la demais ela irá arrebentar."
A questão é que no momento que estamos em uma situação desconfortável, pois temos que inventar um novo modo de voltar no trilho para continuar nossa jornada, nos cobramos demais. Os questionamentos sobre os inúmeros "SEs" de nosso passado ganham a briga sobre as inúmeras ecolhas certas que fizémos.
Neste momento transitório que sua carreira se encontra o melhor é não esticar muito as cordas para não as arrebentar e usar este período para uma autorreflexão e um melhor direcionamento sobre o que fazer daqui em diante.
Dê um passo atrás e veja a situação toda de fora. Saia do problema e analise o macro. Observe as inúmeras possibilidades que estão à sua frente, pois muitas vezes conseguiremos enxergar um novo e melhor caminho que vá finalmente aquietar esta "vozinha maledeta" dentro de nossas cabeças.
Alecio Miari
Atuário - Financeiro - Contador
Em um momento transitório. :-)

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