Resumidamente minha esposa e eu estávamos cansados do Brasil por "n" motivos (POR QUE EU REALMENTE DEIXEI O BRASIL) e pensamos em imigrar para o Canadá. Frio e língua acabaram nos afastando da ideia de ir para lá, mas continuamos com essa chama de "quero morar em outro lugar" acesa. Acabamos vindo parar aqui. (Que bom!)
Nos processos de pesquisa e planejamento você acaba conhecendo muitas pessoas com os mesmos ideais que o seu e a comunidade de "futuros imigrantes" acaba crescendo e criando laços fortes. Parece que as pessoas se tornam mais solidárias tentando ajudar ao máximo umas às outras.
Foi em uma destas dicas que minha esposa descobriu o documentário "O último que sair fecha a porta" que acompanhou algumas pessoas em seus processos de imigração e principalmente os motivos que as levaram a tomar esta decisão.
Apesar dele ser voltado para a imigração no Canadá, mais especificamente Quebec (que tem como língua principal o francês), acho ele muito válido para nós "Braustralianos" pois acredito que muitos se verão nestas situações.
O interessante é que o documentário acompanha um pessoal de uma classe média, ou média-alta e uma garota de uma classe baixa entendendo cada um dos motivos deles. Ele também tenta ser imparcial ouvindo o lado da professora canadense que trocou o Quebéc por São Paulo (e que não entende o por quê seus alunos querem sair do Brasil), além de uma brasileira diretora do setor de imigração para o Quebéc.
Dentro das emocionantes histórias como "querer melhorar de vida" ou "sofri um sequestro-relâmpago e não consigo mais sair sem medo" uma em especial me chamou a atenção. Na verdade uma frase usada por uma das mulheres que estavam imigrando:
"Eu amo o trabalho que eu tenho. Adoro as pessoas de lá, gosto do que faço, gosto do meu chefe, é o emprego que eu sempre quis ter. Vai ser muito difícil deixar a Motorola. Mas o que as pessoas precisam entender é que eu estou trocando uma vida por outra e não um emprego."
Esta tem sido a frase que levo para mim respondendo minha pergunta do por quê ter mudado do Brasil para Austrália.
Aproveitem o documentário:
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