Um grande diferencial que ajuda no crescimento da empresa é a maneira como ela lida com seus números e os apresenta ao mercado. Companhias do mesmo setor com tamanhos similares podem apresentar diferentes resultados e pagar diferentes quantias de impostos.
Quanto é 2 + 2? Uma pessoa normal responderia 4, mas um contador responderia "quanto você quer que dê?" Esta piadinha tosca ilustra um pouco o que quero dizer. A contabilidade serve para padronizar a apresentação dos números aos órgãos fiscalizadores, aos investidores, ao governo, etc. Mas ela também possui grande flexibilidade e liberdade em deixar você escolher a maneira como será vista pelo mundo afora.
Um destes pontos que se torna determinante no lucro que a empresa faz (e consequentemente no imposto que se deve recolher) é a maneira a qual você classifica o seu inventário. Parece besteira se atentar para um ponto aparentemente tão insignificante, mas ele se torna importante quando visualizamos o impacto causado na organização.
Vamos exemplificar cada um dos modos de classificação do inventário:
1. FIFO - First In First Out
O FIFO ou "Primeiro que Entra, Primeiro que Sai" (PEPS) acumula no inventário o custo do produto do primeiro que entrou para o último que entrou. No momento da venda é calculado o lucro baseado em cima do produto mais antigo em estoque para o mais novo. O seu inventário final será composto pelos valores das compras mais recentes.
Veja em um exemplo prático as compras, as vendas e a quantidade total de inventário em mãos através do FIFO:
2. LIFO - Last In First Out
O LIFO ou "Último que Entra Primeiro que Sai" (UEPS) faz o inverso. O produto adquirido recentemente é o que sai do estoque primeiro e no final o custo do inventário compõe-se dos custos das primeiras compras.
Alocando as mesmas compras/ vendas com os mesmos valores de aquisição temos a tabela:
Independente dos números das tabelas, o que chamo a atenção é para a última linha onde podemos verificar que o valor de compra é igual em ambos os métodos, porém ele muda no custo dos produtos vendidos e no inventário.
E o que isso impacta?
Impacta no LUCRO! Quanto maior o nosso custo, menor o nosso lucro. Então quanto maior o custo de produtos vendidos menor será nosso lucro. Quanto maior o lucro, maior o imposto a pagar.
Observe que coisa doida. Eu gastei $ 2,490 na compra de produtos, mas dependendo da maneira como eu demonstro isso, meu custo pode ser $ 2,490 ou $ 2,380. Se eu apresentar um custo de $ 2,490 o meu lucro será menor e por consequência pagarei menos imposto. Neste caso o LIFO é a melhor opção para diminuir o imposto a pagar (e aumentar seu lucro).
Peça uma revisão de seu contador. Ele tem a obrigação de orientar você a tomar a melhor decisão. Se não estiver satisfeito com seu atual contador, espere mais um ano até eu obter minha certificação aqui na Austrália e aí eu monto a sua contabilidade (rs).
Se tiverem alguma dúvida quanto ao método de análise pode me procurar que eu tento ajudar.
Abraço!




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