quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Bolsa de Valores - Ações

"É a menor parcela do capital de uma empresa, é um pedacinho dela!"

Essa definição é comumente utilizada pelo mercado, mas o que realmente significar ter uma ação de uma empresa? Significa que a partir do momento que você a compra adquire uma participação na empresa, é como se você estivesse abrindo o seu negócio próprio. Por isso deve ficar atento ao que ocorre ao seu redor para que a empresa possa crescer, não correndo o risco de fechá-la. Tem de saber explorar o mercado que sua empresa está inserida e destinar mensalmente recursos em seu negócio para que possa acompanhar a evolução do mercado.

Traduzindo...

Imagine que você tenha a ideia de comprar um carrinho de cachorro-quente para vender salsicha na porta da faculdade. Este é o seu negócio próprio e para tal, você tem que saber que não pode faltar maionese, mostarda e ketchup, caso contrário seus clientes preferirão comer pastel ao invés de Dog.




Como você destina mensalmente parte dos lucros para reinvestir na empresa, começa a incrementar mais seu dog. Coloca um purê, um milho e um vinagrete, com isso a atratividade das vendas fica maior e você aumenta seu faturamento.




Fora todo esse cuidado você precisa estar sintonizado com o ambiente ao qual está inserido. Imagina se a faculdade resolve mudar o campus de lugar? Seu ponto não valerá mais nada.




As ações dividem-se em dois tipos:


1ª Ordinárias (ON): São conhecidas por darem direito a voto aos acionistas. Quando houver uma assembleia para discutir algum ponto relevante da empresa, estes acionistas (mesmo que detenham somente 0,000001% da empresa) possuem o direito de participar e expressar sua opinião, votando nas opções apresentadas.





2ª Preferenciais (PN): Os acionistas possuidores destas ações não podem votar (até podem participar das assembleias, mas não podem se manifestar), porém eles possuem preferência no recebimento de Dividendos.




Culturalmente o brasileiro busca muito mais as Ações Preferenciais ao invés das Ações Ordinárias. Isso se deve ao fato que ele busca receber grana e não tomar decisões. Normalmente ele não quer saber como a empresa vai, só quanto ele irá receber.
(Outro ponto a ser frisado é que as ações não precisam necessariamente possuir o mesmo preço. Cada uma delas - PN e ON - pode custar um valor diferente do da outra).


Aplicando os conceitos em nosso carrinho de Dog...

Você quer agora ampliar seu carrinho colocando umas mesinhas com toalhas xadrez e um lampião. Como não possui dinheiro para tal ampliação, pergunta para seu irmão e seu primo se eles não querem entrar na sociedade. Seu irmão fica animadíssimo em entrar para poder partilhar suas ideias e ajudar nas decisões de como desenvolver mais ainda seu negócio. Seu primo fica animadíssimo com a possibilidade de ganhar uma graninha extra.

Com isso, fica muito bem definido que o Controlador da empresa é você, que o seu irmão possuirá ações ON (direito a voto) e o seu primo possuirá ações PN (preferência no recebimento de dividendos).




Encerramos por aqui este início...

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bolsa de Valores - Qual seu objetivo?

Quando ouvimos alguém falando sobre Bolsa de Valores o que nos vêm à cabeça? Um negócio surreal que é usado somente por caras mega entendedores do assunto e, principalmente, por gente que já tem muito dinheiro.

A mídia nos bombardeia com notícias de jovens milionários, investidores de alto sucesso que ganham rios de dinheiro investindo na bolsa e pessoas que abandonaram o emprego para viver somente dela, blá-blá-blá...

Tudo ilusão!!!

É o mesmo princípio utilizado com a Mega Sena! Já ouvimos diversas histórias de gente que acertou os seis números sozinho e levou uma bolada gigantesca! Porém quantas histórias de pessoas que jogaram e não acertaram já foram publicadas? Quantas histórias, sobre milhões e milhões de pessoas que jogam constantemente, apostando nos mesmos números há anos, que nunca acertaram (e nunca irão acertar) foram contadas?

Com a Bolsa de Valores seguimos a mesma ideologia! Dá para ganhar dinheiro com ela? Talvez! Dá para ficar multimilionário e viver só dela? Impossível? Não! Improvável? Sim! Por isso prefiro iniciar nossa conversa sobre bolsa com o olhar pessimista e não com o Slogan "Fique rico com a Bolsa".

Este aviso inicial é de que vamos caminhar lentamente evoluindo o passo a passo de como investir e se tornar um parceiro dela. Já vi caras quebrarem, perderem mais dinheiro do que todo o patrimônio que conseguiram juntar durante toda a vida! Partiremos dos investimentos simples até os mais complexos de alto risco; porém de uma maneira ordeira e tranquila, sem darmos um passo maior do que a perna aguenta percorrer.



 Investimento é um projeto único e pessoal! Investimento em bolsa é muito mais pessoal ainda!

O senso comum é que as pessoas deveriam, ao longo da vida, ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Mas para tanto você precisa entender alguns conceitos que o ajudarão a alcançar tais projetos. Precisa aprender a trocar uma fralda e a dar um banho no filho, precisa regar a planta e colocá-la no sol, precisa saber ler e escrever para poder juntar as palavras e desenvolver o contexto do livro.

E fora este conhecimento todo ainda há dois pontos cruciais: como você fará e quando fará tais projetos? Cabe somente à você essa decisão! Qual marca de fralda irá comprar? Que tipo de comida fará? Vai plantar uma rosa ou uma batata? Plantará no jardim ou em um canteiro? Usará um lápis ou uma caneta? Fará uma história de aventura ou um livro técnico?

A ideia de investir em bolsa é isso! Você aprende as ferramentas básicas e decide fazer o que te deixa mais confortável. Qual seu projeto dentro dela? Ficar rico? Em quanto tempo? Com que finalidade quer o dinheiro? Previdência? Quanto?

Outro ponto relevante a ser observado é que você não muda o ambiente que te cerca, você muda a sua posição. Você decide o caminho a seguir. Você toma atitude (ou não) em relação às adversidades que aparecem durante o percurso. Você é o único responsável por suas escolhas.



Pensem em um surfista. Ele fica lá no mar sentado na prancha esperando a onda certa. Vem uma ondulação e ele sente que não é agora, deixa ela passar. Ele sente outra ondinha e também a deixa passar. Porém em determinado momento ele sente o mar puxar um pouco e começar a formar uma onda que arrebentará um pouco mais à frente. Aí sim! Ele deita de bruço na prancha e nada loucamente até alcançar o ponto onde se põe de pé e enfim surfa um longo percurso. O esforço inicial é recompensado por toda a "carga de força" que ele recebe da onda.

Da mesma maneira, investir em ações não é ficar milionário da noite para o dia, é você começar a manter uma boa relação com o mercado (ter paciência), pois no momento certo - na onda certa - você surfa nos ganhos gerados pela impulsão que você teve.

A partir deste momento exploraremos os mecanismos da Bolsa de Valores demonstrando a maneira que podemos utilizá-la como multiplicador de capital. Após este primeiro contato veremos algumas estratégias interessantes que podem ser montadas.

Prepare a prancha porque já chegamos na areia!

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